FEITICEIRAS

Eu não sabia nada sobre magia quando escrevi este post.

Hoje, sei mais um bocadinho...

Há qualquer coisa de místico em estar a ouvir esta música enquanto se olha, em silêncio, os olhos de uma mulher em trabalho de parto. Quando se lê nos seus olhos a dor mesclada de alegria. Quando se vê a esperança de uma nova vida que vai surgir.

Eu não sabia mesmo nada de magia e hoje... Hoje, sei, definitivamente, mais um bocadinho.

 

DRÁCULA DE BRAM STOKER

Intitulava-se «Príncipe da Transilvânia» e tentava junto dos bancos obter garantias de milhões, com a indicação de que pretendia implementar em Portugal uma fábrica de construção aeronáutica, inicialmente em Évora e depois em Arraiolos, na Covilhã e finalmente em Ponte-de-Sôr. Numa operação chamada «Reino Adiado» e que começou já em 2006, a PJ pôs fim ao reinado deste belga de 38 anos.

E agora, duas perguntas muito sérias:

1) Como é que alguém tem fé de que vão dar um empréstimo ao Príncipe da Transilvânia?

2) Quem é que escolhe o nome das operações da PJ? Reino Adiado? Really? Reino Adiado????

VIAGEM AO PASSADO

Chefa, Billy Ocean! O gaijo chamava(chama?)-se Billy Ocean!

O Sr. Silva é um nojo!

E a minha República deixou hoje, agora, de ter Presidente.

Aos pombos lisboetas: conhecem um tal de Santana Lopes?

Alembrei-me agora

A Direcção Geral de Saúde também vos mandou um sms por causa da Gripe A? É que eu não me lembro de ter dado o meu número de telemóvel aos senhores mas como o Verão no Algarve é terrível e às vezes passam-nos assim umas coisas pelas vistas que nos desorientam, posso ter-me distraído, coisa que é raro acontecer-me, e ter deixado em cima do balcão do bar da praia uma carteira de fósforos com o número de telefone lá escrito.

Visconde, como já devia saber a última palavra é sempre minha

Lembra-se deste seu post, escrito a 3 de Setembro, sobre a saída da Manuela
Moura Guedes da TVI, Visconde?

"Eu acho...

...que Sócrates acabou de perder as eleições."

Não, não lhe vou falar do resultado das eleições, mas de um comentário que fiz.

Mais propriamente, este comentário:

Visconde, nestas coisas acho que não se deve chercher* la femme mas chercher l'argent. Este pode ter sido o melhor golpe do Moniz. Veja só. O tipo tem há muito uma guerra com a Prisa. Consegue impôr a mulher depois de anos no limbo mas sabe que tem de fazer cedências e isso ele gosta pouco. Sai da TVI mas deixa lá a verdadeira fonte de conflitos. As audiências começam a baixar. A seguir, e em pré-campanha, a mulher e dois amigos muito lá de casa demitem-se da direcção de informação alegando pressões inaceitáveis. Nada de novo - há muito que os espanhóis tinham a manelinha na ponta do sapato. A oposição culpa o Governo. A TVI continua a cair. A seguir, e como já se esperava, a Ongoing compra a TVI. Moniz regressa em ombros depois de cortar um rabo e duas orelhas. Perfeito!

Senhor Visconde, diga-me, já leu as últimas notícias? Não leu? Deixe lá que eu, que sou sua amiga, vou servir-lhas de bandeja.






* devidamente corrigido.

THE QUIET

Desert

E adonde anda toda a gente  que chego a casa, numa segunda-feira à noite, e não está ninguém?

A ESCOLHA

E alguém tem que abrir as hostilidades das autárquicas, não é?

Pois então que seja a pessoa que está a escrever o último post sobre politica do ano (espero eu. Acaso já vos disse que detesto politica?).

O S. trabalha comigo. O S. é um holandês que adquiriu recentemente o direito de votar para as nossas autárquicas. Todo contente, decidiu que vai fazer a coisa como deve ser feita. Assim sendo, abancou (do verbo sentar com muita força) em frente ao pc e decidiu estudar o programa eleitoral dos dois grandes partidos (sim, que dos outros, para as autárquicas, ainda nem se ouve falar aqui em Marrocos).

Abriu o 1º site e ao carregar no link para o programa eleitoral, apareceu-lhe no ecrã a seguinte mensagem: EM CONSTRUÇÃO.

Abriu o 2º site e ao carregar no link para o programa eleitoral, apareceu-lhe no ecrã a seguinte mensagem: A SUA OPINIÃO É IMPORTANTE. ENVIE-NOS POR E-MAIL AS SUAS SUGESTÕES PARA O PROGRAMA ELEITORAL.

O S. começou a temer que se abrisse mais algum site, lhe aparecesse a mensagem: PROGRAMAS SÓ DEPOIS DAS ELEIÇÕES QUE NÓS GOSTAMOS DE FAZER SURPRESAS.

O S. que é um holandês que adquiriu recentemente o direito de votar para as nossas autárquicas, está desde manhã com a foto do candidato do PS na mão esquerda e a foto do candidato do PSD na mão direita a tentar decidiu qual dos dois é mais giro. É que ele decidiu que vai fazer a coisa como deve ser feita.

VIDAS SIMPLES

simplexEu sei que ontem ía parecer muito mal mas hoje já posso dizer mal do governo, não é?

É que como nunca escondi de ninguém, eu sou fã do Simplex! Sempre adorei a forma como tudo se simplificou com esta medida do governo. Ou não! Por vezes a pressa é inimiga de perfeição e parece-me que este governo que está agora a terminar o seu mandato, primou pela ânsia da inovação e esqueceu-se frequentemente de que existem coisas que exigem ser amadurecidas, ponderadas sob pena de a simplificação do processo ser, à posteriori, prejudicada pelas correcções que são exigidas ao mesmo. Para não falar dos custos que, todos nós, contribuintes temos que suportar para suprir os erros de origem.

Porquê isto tudo logo hoje?
Porque ontem fui pela primeira vez votar com Cartão do Cidadão e sabem que mais? Quem vai votar com o CC, descobre que não pode. Porque o CC que foi concebido para substituir 5 cartões distintos só ostenta o número de 4 desses cartões. Esqueceram-se do cartão de eleitor. Como se resolve? Simplex! Montam-se mais umas quantas mesas além das mesas de voto, onde as pessoas com CC se dirigem para que lhe seja entregue um papelinho com o número de eleitor.

- Então mas para isto não seria melhor dizerem-nos para mantermos o cartão de eleitor antigo?
- Era, menina, mas isso também implicava admitir-se que se errou e que a substituição de todos os 5 cartões foi precipitada enquanto não existissem os meios para o CC ser lido digitalmente em todo o lado.

A resposta parece-me correcta e, acima de tudo, parece-me simplex.

Das eleições (XLII)

Eu achei os resultados óbvios. Não foram?

Tomo II (Do brilhozinho nos olhos)

Desenganem-se, minhas Senhoras, não me refiro à cor dos olhos, se são mais ou menos rasgados, maiores ou mais pequenos. Nem sequer falo do sorriso, todos nós sabemos que as mulheres possuem uma artilharia infinita de sorrisos com que nos vão esboroando o coração (no caso de o termos, o que não é, manifestamente, o meu caso). Sabemos descodificar o sorriso gelado, o sorriso sensual e todas as outras qualidades de sorriso, com especial relevo para o sorriso triste, esse destroçador.

O que nos faz tirar do sério, apostar tudo numa mulher, deixar cair as defesas a zero, destruir de livre vontade os muros que laboriosamente construímos, é aquele vosso brilhozinho nos olhos, cintilante, brilhante, magnético.

Uma mulher com aquele brilhozinho nos olhos faz de nós o que quer, o brilhozinho conduz-nos, faz-nos ajoelhar, com o brilhozinho nos olhos deixamos de ser eloquentes, passamos a balbuciar palavras desconexas, percebemos que deixamos de ser nós a mandar. Isto ao princípio, claro, é coisa de segundos, a dona do brilhozinho nos olhos sabe que nós, assim entarmelados e com movimentos descoordenados não lhe servimos de nada, então ela atenua a frequência do brilhozinho nos olhos, sintoniza-se na banda larga, que é a nossa sintonia favorita, faz-nos pensar que temos outra vez algum controlo, nós percebemos que alguma coisa se passou, que algo se passou com todos os nossos sistemas nervosos, algo os revolucionou, deu-lhes três nós cegos, voltou a desatá-los, só para fazer de conta que sim, que somos o tal, mas elas deixam sempre um vestígio de que sim, podemos pensar que recuperámos o controlo, mas é coisa momentânea, em qualquer altura podem perguntar-nos se queremos outra vez ser John Malkovich.

Aquele brilhozinho nos olhos está sempre a perguntar-nos se jogamos. E nós jogamos. E ganhamos, querendo elas.

Das eleições (XVII) - Tereza, lamento, mas a última palavra é minha

Eu ainda sou do tempo em que não se tinha a certeza de que o Francisco Louçã era eleito para deputado...

Parabéns, Dra. Manuela Ferreira Leite, pelo seu excelente desempenho

Se o Portas é português

eu quero ser espanhola! PIM!!!

Das eleições XVI - Chefa sou eu Visconde e eu é que sei quando acaba

Apesar de ter o estômago embrulhado por ter visto o Portas armado em herói e de lhe ter chamado os nomes todos que sei mais os que aprendi por aqui pela sacanice que fez para conseguir ser o último a falar, tenho um sorriso de orelha a orelha quando penso como deve estar o Cavaco - afinal foi o gajo que deu ao Portas, de mão beijada, esta vitória.

Deus não dorme, pois não Senhor Presidente? E quer mais uns tubos de vaselina ou aguenta o sorriso do seu grande amigo de dentes cerrados e sem piar?

Das eleições (XV)

Pronto, basicamente era isto que queria dizer.

Das eleições (XIV)

O Manuel Alegre conseguiu dizer que o grande resultado do PS se deve à excelente campanha do "Zé Sócrates" sem se desmanchar a rir...

Das eleições (XIII) - acaba aos 15

O Miguel Portas devia aprender alguma coisa com o irmão e tratar daqueles dentes.

Será que o CDS tem militantes suficientes para ocupar aqueles lugares todos?

E da Carmelinda Pereira, que não há notícias...

O cartaz do Bloco de Esquerda diz que "Estamos Prontos". Isto quer dizer que vou passar a ter que pagar as minhas próprias contas de telemóvel...

Das eleições (XII)

Diz que até o Santana Lopes teve mais votos que a Ferreira Leite...

Das eleições (XI)

O porta voz da CDU diz que é uma grande vitória. Não percebi bem a argumentação, mas ele disse que era. A carinha triste da miudagem da JCP, atrás do tipo, não dizia a mesma coisa. Há que treinar a expressão corporal, miúdos...

Das eleições (X)

A esta hora, está o Passos Coelho ao telefone com o Ângelo Correia, a assentar a estratégia...

Das eleições (IX)

Sempre pensei que houvesse mais professores...

Das eleições (VIII)

MAS QUEM É AQUELA VELHOTA NA SEDE DO PS, TODA VESTIDA DE COR DE ROSA, DUAS BANDEIRAS NAS MÃOS, AOS GRITOS?

Das eleições (VII)

Não sei é da minha televisão, mas o Bernardino Soares está com eye-liner. E que é feito daquele casaco dele, o castanho?

Das eleições (VI)

A Constança Cunha e Sá está para as mulheres bonitas como o Big Mac está para a cozinha gourmet.

Das eleições (V)

Na RTP 2 está a dar os Simpsons.

Das eleições (IV)

O Sócrates ainda não apareceu. Deve estar à escuta, ascultadores nos ouvidos, a ouvir os palavrões que o Cavaco está a dizer neste momento.

Das eleições (III)

O Luís Fazenda informa que o Bloco assumirá as suas responsabilidades. Maneiras que o Sócrates já deve ter ligado ao Louçã...

Das eleições (II)

O que é que a CDU vai inventar desta vez para demonstrar que teve mais uma grande vitória?

O PS tem menos votos, menos deputados e perde a maioria absoluta. Porque é que estão tão eufóricos?

Das eleições (I)

Não me escorregou a caneta.

(Estou a fazer um zapping pelas televisões, a ver se aparece o tipo dos professores, o do bigodinho ridículo. Aparentemente, não vai falar hoje.)

Pronto, já passou...

Podem deixar as crianças ver televisão outra vez.

O Presidente já votou. E o Durão Barroso também.

ELECTION

Ficheiro:Feminist Suffrage Parade in New York City, 1912.jpegEste é o dia de grandes decisões. O país pode mudar. Nós podemos mudar. Dentro de minutos vão abrir as urnas (é às 9, não é?) e milhões (esperamos nós) irão votar.

Eu não falei aqui de politica que toda a gente sabe que de politica eu não percebo nada. Não esgrimi argumentos por nenhum partido e/ou candidato. Não disse qual era a minha intenção de voto porque acho que a politica é mesmo o único assunto que não discuto na vida. A politica como exercício egoísta das pessoas que o exercem. Posso discutir as ‘politicas’ que essas pessoas defendem ou impingem a nós, cidadãos que hoje vamos eleger os nossos representantes.

Isso talvez faça de mim uma pessoa fútil e pouco envolvida em coisas importantes, não sei, talvez o seja. Mas prefiro discutir as medidas e não as pessoas. Isso não faz de mim mais desprovida de ideias do que já sou.

Mas uma coisa sei, sei que só há 35 anos é que todas as mulheres podem votar em Portugal (podiam votar para as juntas de freguesia desde 1931 desde que fossem viúvas, divorciadas, separadas de pessoas e bens, com família própria e aquelas que estivessem casadas mas que os maridos estivessem no estrangeiro ou nas colónias e só se tivesse o ensino secundário ou fossem titulares de um curso superior com certificado). Portanto, eu vou votar não no Manel, no José ou na Graciana. Vou votar na democracia, no meu muito recentemente adquirido direito de poder contribuir e decidir sobre o destino de quem nos governa.

Vocês que estão a ler e não vão votar porque está a chover, ou porque está sol, ou porque querem ver a sessão da tarde pensem no séculos que milhões passaram a lutar por este direito. Pensem nos quilómetros calcorreados em manifestações por todo o mundo para que vocês, todos vocês, o pudessem fazer livremente.

Não gostam de nenhum candidato, votem nas ideias. Não gostam das ideias, votem naquele que promete melhores coisas para os vossos interesses. Não vos peço para votarem porque é dever cívico, digo-vos apenas que vou nem que seja por respeito aos nossos avós.

E depois de tudo isto, resta-me apenas uma dúvida (que eu sou coerente e toda a gente sabe que eu é mais cor-de-rosa e brilhos e lantejoulas): uso o vestido ou vou mesmo de calças de ganga?

Vale a pena pensar nisto

"Na cabine de voto, Deus vê-te!"

FRIENDS

E depois não digam que não sou vossa amiga, meninos!!!!!

Gaijas, não vejam que é um vídeo que contém borboletas!!!!

Das eleições II

E que tal um paracetamol?

Se há quem me aborreça são gajas com dores nos terminais daquilo que ostentam no cimo da cabeça! São chatas, repetitivas, obsessivas. Emagrecem (finalmente!), ficam com rugas, o sorriso adquire contornos nunca antes vislumbrados, o olhar passa a semi-cerrado e aquele cabelo nunca mais é o mesmo. Sinto sempre que uma vassoura seria o acessório que lhes convinha… Seguem o sacana que deixou de olhar para elas qual Patilhas e deixam para uma amiga resignada o papel Ventoinha. De repente tornam-se eficientes e passam a saber aquilo que o desgraçado nunca escondeu! Sim, por vezes também ficam a saber, por acaso, a password do e-mail, a cor dos truces que vestiu há três semanas quando foi ao jantar da empresa e que dá montes de arrotos logo de manhã. Pormenores…
O pior é que não tenho paciência nenhuma para as aturar! Eu, gaija simples e rural, proponho sempre uma solução radical e digo que convém levar uma faca afiada. Chego a fazer desenhos com o caminho mais curto para o tabuleiro superior da ponte D. Luís!
Quando estou naqueles dias one in a million tento ser amiga. Conforto o melhor que sei dizendo que há coisas bem piores, que nada é pior do que uma dor de dentes, mas nunca tenho sucesso, vá-se lá saber porquê…

Bendita Fruta

BENDITO FRUTO

Isto da reflexão obriga-nos a algumas experiências cientificas, como toda a gente sabe. Assim sendo, cá vai a conclusão:

Confirma-se, Chefa. Pode-se fazer tudo desde que se tenha açúcar, cachaça, gelo e fruta!

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Estou em meditação

Faço um Bolo Mármore, um Bolo de Chocolate ou os biscoitos da avó Maria?

O CANDIDATO

Em direito a incapacidade de gozo não é suprível, ou seja não há forma de contornar. Quem não tem capacidade de gozo, também não a arranja em lado nenhum.

Já a incapacidade de exercício pode ser suprida através, por exemplo de assistência.

E agora estou aqui a pensar que o direito afinal é mesmo uma ciência social. Ao fim ao cabo, isto poderia ser aplicado a qualquer texto sobre frigidez ou disfunção eréctil e mais uma vez quem fica pior são as gaijas!

(Pensavam que isto era mais um post sobre eleições? Não… Sou só eu a arranjar mnemónicas… O titulo é só para enganar o CNE.)

Das eleições

Amanhã, na hora de ir votar, temo que me escorregue a ponta da caneta com que assinalarei o meu voto e acabe por ir parar a cruzinha ao partido em que sempre votei. Tomarei providências, vou imprimir uma fotografia daquele tipo do sindicato dos prefessores, o do bigodinho ridículo, e vou metê-la dentro da carteira. Na altura de votar, desdobrarei a fotografia do indivíduo antes de assinalar o meu voto, olharei para a foto do tipo do bigodinho uma última vez, antes de o amarrotar definitivamente e colocar a sua foto no papelão azul, o da reciclagem. E votarei, com pena de não votar no meu partido de sempre, mas feliz por saber que dei o meu pequeno contributo para que o tipo do bigonho ridículo, o do sindicato dos professores, termine amanhã os seus quinze minutos de glória.

DIA DE TREINO

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E para que ninguém diga que eu não ligo à politica, informo que estou a reflectir. Do verbo meditar comó caraças. 

Eu não voto PS por isso não tenho este género de dilemas

SimPS

BE apela ao voto de "todos os jovens que nunca votaram"


Porreiro, pá. E até contam com os miúdos que acabaram de fazer 18 anos e que receberam em casa, pois, em casa!, o número de eleitor. É que agora, vá-se lá saber porquê, nem se tem de ir à Junta, no mês de Maio que até é de Maria, fazer o recenseamento, pois não? É uma maravilha. Os putos fazem 18 anos e podem votar logo logo a seguir.
Simplex, não é?


Garanto que alguém há-de votar PS por mim

Não é o melhor que ele já escreveu, que ele escreve bem que se farta, mas serve muito bem para o efeito. E uma aspirina sempre é uma aspirina.

Votem PS

Que gozo me dá ser marginal!


(mas, já agora, e porque não o conseguiria dizer tão bem assim, se querem saber porquê leiam o Jumento, que é uma espécie de Cabra em tamanho maior)

Cabra tresmalhada

Nunca ouvi falar de uma cabra tresmalhada. Mas também "nunca conheci quem tivesse levado porrada"...
Tantas vezes me meti com o Visconde por causa da bateria de Cinderela e vai daí, pimba! Fui castigada. Que é como quem diz, fui brindada com uma máquina sabotadora que resolve desligar-se sem dizer água vai. A coisa ter-se-á de resolver mas, à semelhança do país, tenho tudo em stand-by. O computador funciona em suaves prestações de hora e meia, sem estar ligado à corrente, e depois de devidamente carregado durante cerca de duas horas, o que dá imenso jeito para quem dele depende, literalmente falando. Tendo em conta que, apesar da incomensurável dimensão deste tasco nas existências de quem nele trabalha ou se passeia, há vida para além da Cabra de Serviço, vejo-me na contingência de optar entre blogar e tratar da minha "vidita de precária". Mas, tal como o outro, posso garantir - assim mo garanta a bendita garantia - uma coisa: I'll be back. E, para prosseguir na senda das citações cinematográficas de inegável bom gosto: Untill then, good night...

MÄN SON HATAR KVINNOR

As sextas-feiras são bons dias. São dias de liberdade. São dias que me fazem pensar em fazer coisas irresponsáveis. Por norma, são os únicos dias em que tenho meia-dúzia de horas em que não tenho contas a dar a ninguém, não tenho nenhum sitio onde ir, ninguém para ir buscar, nenhum sitio para onde correr e posso, naquelas horas, fazer ou não fazer exactamente o que me der na real gana. Como, por exemplo, ver filmes suecos sobre homens que odeiam mulheres.

Como já não via um filme sueco já não sei há quanto tempo, havia certas e determinadas coisas que tinha esquecido. Tinha esquecido a crueza, tinha esquecido que nos prendem ao ponto de uma vez ter deixado quase morrer um amigo meu com uma congestão por não ter reparado que ele não tinha regressado do wc durante uma sessão de cinema, tinha esquecido que a última vez que tinha ido ver um filme nórdico tinha acabado por cravar as unhas no braço do vizinho do lado que por acaso não conhecia de lado nenhum. Porque é que me lembrei? Porque, pela primeira vez em muitos anos, tapei os olhos numa cena e contorci-me de tal forma na cadeira que o único senhor que estava na minha fila me perguntou se eu estava bem. Estivesse ele ao meu lado e teria que ser eu a inquiri-lo sobre a saudinha do seu braço!

TOMO II - (ainda os artifícios sem fogo)

Tendo o meu douto colega destapado a ponta do véu quanto a um dos equívocos mais frequentes que a indústria da lingerie incute nas mentes mais crédulas, cumpre-me aditar que o mesmo raciocínio é aplicável à ilusão de que identificamos sem dificuldade a marca de perfume caríssimo no qual investem o pocket money de dois meses ou mais só para vos impressionar.

Não, jovens moçoilas, sois vós quem alimenta a percepção errada de que o facto de cheirarmos éne vezes a mesma essência e nos depararmos outras tantas com o respectivo frasco ostensivamente deixado sobre os vários lavatórios (um gaijo acaba por ter que fixar a cena) se traduz num barulho das luzes que nos inebria.
Claro que o odor é um dos factores que temos em linha de conta, mas antes de categorizarmos a candidata ou aspirante em função dos seus gostos mais ou menos caros existe toda uma panóplia de sinais que nos prendem, esses sim, a atenção e que passam por observações tão simples como a da eventual repetição do underware ao longo de dias, a maior ou menor frequência do uso da banheira e do bidé e outros aspectos aparentemente inócuos (nem sempre inodoros) que denunciam cheiros futuros que perfume algum conseguirá disfarçar.

Mas já estou a fugir ao cerne da questão.
E esse é simples: nem tudo o que (re)luz é ouro e já lá vai o tempo do acne e dos entusiasmos juvenis despertados por dois centímetros a mais de decote amparados pelo wonderbra ou similar e da perspectiva pesqueira (tudo o que vem à rede é peixe).
Sim, o mundo mudou, os homens a sério estão mais refinados e as candidatas ou aspirantes têm mesmo que pugnar com seriedade pelos melhores se algum dia quiserem ter o privilégio de cheirarem um.


Tomo I (ainda o preâmbulo)

Bem nos podeis tentar seduzir com artefactos almofadados e armados que melhoram a copa em dois números, o nosso olhar clínico, uma mistura de infravermelhos e raio xis, tudo detecta, desde cedo desenvolvemos o super-poder que nos dá uma imagem nítida do corpo feminino (e só do feminino), devidamente descontaminado de cremes, de métodos intrusivos que adelgaçam as cinturas ou de efeitos visuais mais ou menos criativos, cuidadosamente criados para nos distrair do essencial.

Bem nos podeis tentar iludir com unhas cravadas nas nossas costas, olhos semicerrados enquanto balbuciais meias-palavras, entrecortadas com suspiros mais ou menos elaborados, que nós não nos deixamos iludir, conhecemos as nossas competências, sabemos quando estamos a deixar-vos uma marca indelével, sabemos exactamente quando estamos no top five dos vossos melhores momentos de clímax. Quando a nossa performance é de nível menos conseguido, mas sempre bastante satisfatório, note-se, é porque escolhemos que fosse assim, é um sinal, cabe-vos a vós, minhas senhoras, interpretá-lo.

Não é isso que nos faz mover, não é isso que faz com que, desde os tempos da escola primária, sentados na entrada principal, pontuássemos a professora de francês com "oito em dez" e a de matemática com um "cinco em oito".

Não, o que nos move é um código de conduta, uma escala de valores elevados, um padrão elevado de controlo, um requinte superior, uma hierarquia de critérios relevantes absolutamente estabelecida, testada e validada por gerações. Todo este processo intrincado, elaborado e com premissas de alto nível será aqui descodificado. Não esperamos que todas vós consigais acompanhar todo o elaborado raciocínio que está subjacente às nossas escolhas mas, ainda assim, plasmaremos aqui as linhas principais, numa tentativa de fazer caminho, de deixar uma nota definitiva sobre o que nos fascina em vós, minhas senhoras.

Naturalmente, move-nos um espírito de cidadania, mas não podemos deixar de referir que o objectivo final é que todas vós sigais estes ensinamentos, em verdade vos digo que a melhor forma de mostrardes agradecimento é incorporá-los imediatamente nas vossas vidas, moldando os vossos hábitos e alterando as vossas verdades, substituindo-as por estas orientações superiores, de modo a que o objectivo final e supremo seja alcançado.

CHÉRI

Gosto de salas de cinema vazias. Gosto de sessões ao fim-da-tarde. Gosto de me enroscar nas cadeiras da sala e não ter que fingir que estou sozinha. Gosto de emergir do vazio da sala com a sensação de que passei um bom bocado. As pessoas estranham já há muitos anos porque vou tantas vezes sozinha ao cinema. A resposta é simples: porque gosto de ver filmes comigo. Gosto de digeri-los e, só mais tarde, discuti-los com alguém. Não que tenha algo contra ir acompanhada, mas, de vez em quando, sabe bem ser só eu e os meus pensamentos a olhar o grande ecrã.

Quando aliado a isso, me calha a sorte de uma sala absolutamente vazia, invade-me a sensação de ser adolescente e ficar sozinha em casa. De vez em quando, nessas alturas, como pipocas. É das poucas alturas em que como pipocas no cinema. Absorvida pelas imagens sinto o gosto do doce e do salgado a alternarem na minha boca sem me preocupar se o barulho que faço incomoda alguém. É que as pipocas são como os segredos: ecoam dentro das nossas cabeças e achamos sempre que alguém está a ouvir, ainda que o trovão só exista dentro de nós.

Preâmbulo

Durante muitos anos, elas acreditaram que nós, os homens, herdeiros de um saber ancestral que é comunicado à geração seguinte com ritual particular, elas acreditaram, dizia eu, que qualquer especimen feminino nos servia, que bastava ostentar um par de cromossomas com letras desiguais para nos seduzir, que bastava um odor a feromonas femininas para nos fazer virar a cabeça, piscar os olhos e cair-lhes aos pés.

Nós, bem entendido, fizemo-nos desentendidos, fizemos de conta que jogávamos o jogo, está claro, somos homens, qualquer coisa nos serve, não vá a masculinidade ficar beliscada, qualquer sinal, mesmo que inexistente, é um sinal verde, via aberta para o deboche ou, no pior dos casos, para mais uma mão de poker, elas sempre com full-house, nós, pobres de nós, com cinco cartas iguais, todas o dois de paus, sem jogo, sem estratégia, elas têm sempre a melhor mão, nós somos apenas guiados pelo nosso destino e toda a gente sabe que o nosso destino é não lhes resistir, elas seduzem, o sexto sentido, e tal, nós continuamos a ser os cromagnons que sempre fomos, reagimos a instintos básicos, não temos critério de escolha.

E se as coisas não forem assim? E, oh blasfémia!, se os homens tiverem estratégia, se tiverem uma hierarquia precisa do que gostam e do que não gostam numa mulher, e se os homens forem requintados no método de escolha?

Só coisas que me apoquentam

Factos:

- Não posso ir votar.
- Ela já pode votar e não sabia.

Questões:
- Se eu levar a miúda até à assembleia de voto e lhe disser em quem votar estou a abusar da ingenuidade dela?
- Terei eu a obrigação ética de ser imparcial e de me limitar a esclarecê-la quanto às escolhas possíveis?
- Se posso fazer campanha sem sair de casa e conseguir assim um voto para quem eu quero devo coibir-me de o fazer já que sou, provisoriamente, responsável pela sua segurança e bem estar e ela confia em mim e obedece-me?

17 AGAIN

E na mesma nota do meu post anterior: este senhor fez hoje (ontem) 60 anos!!!! SESSENTA ANOS, senhores!!!!

Adenda: E não é que só hoje descobri que a miudita do videoclip ‘Dancing in the Dark’ é a actriz Courtney Cox?

courteney-cox-1280x960-16546.jpg image by denee34

Só eu sei porque não...


Mas existem dúvidas?

Já sabem porque não venho cá?
Sabem?


UNKNOWN PLEASURES

Por vezes, ponho-me a meditar no caminho que percorri até chegar aqui. Em tudo o que conquistei e tudo o que deixei para trás. Na(s) pessoa(s) que já fui e na que sou e naquela(s) que talvez um dia venha a ser. E é sempre intrigante observar as mudanças e/ou evoluções que sofremos nas nossas vidas; ver como tantas coisas que tínhamos como certas desapareceram; como tantas convicções inabaláveis cederam; como as recordações se amontoam e nos aquecem a alma e nos tornamos cada vez mais iguais aqueles que nos faziam revirar os olhos na adolescência, como cada vez nos tornamos mais ‘como nossos pais’.

Porque é que pensei nisto? Porque hoje revi um videoclip de 1987 e me vejo hoje a gozar com as (pré)adolescentes por causa dos seus gostos. Gozo com as Hannahs Montanas e com os Jonas Brothers exactamente como era gozada por ter posters dos Europe na parede do quarto!

Eu de política não percebo nada

Dos dias do avesso

Acordo antes das cinco da manhã, que importa? gosto de me levantar cedo, agora nem preciso de fazer a barba, sempre são uns minutos que se poupam, visto o meu fato às riscas, que maçada, a gravata nova Hermes não assenta tão bem como eu imaginava, dou um afago na cadela, que me salta com as patas para cima da camisa branca, que se foda, estou a tempo de mudar de camisa, saio, a noite está bonita, evito in extremis atropelar um ouriço, é a hora dos ouriços atravessarem estradas, faço vinte minutos até chegar ao aeroporto, convém não facilitar que agora os aviões saem sempre a horas, ouvir os Balla bem alto ajuda sempre a demorar pouco tempo até chegar ao aeroporto, a porta de saída é a dois, logo a dois, a mais distante, isto está a correr tão mal que o voo é capaz de ser da Portugália, que caralho, é mesmo da Portugália, leio os jornais que pedi, verifico que a menina me deu o Público e o DN, eu pedi o Público e o El Pais, enganam-se sempre nas coisas fáceis, corro para a primeira reunião, está calor em Madrid, a reunião corre mal, recursos humanos, corre sempre mal, não consigo levar a minha avante, que se foda, talvez consiga uma solução intermédia, a segunda reunião corre pior, tenho três espanhóis a tentarem entalar-me e a não perceber que, no fim do dia, quem se entalará são eles, não insisto, ultimamente não tenho sido um tipo colaborador, é a vida, é sempre a vida, caramba, não tenho tempo de almoçar, no voo de regresso tenho um irlandês meio bêbado ao meu lado, a falar-me de como é boa a cerveja portuguesa, entro na minha reunião em Lisboa, a secretária dá-me os últimos apontamentos já a caminho da reunião, faço o que tenho a fazer, saio mais cedo e já estou atrasado para a próxima reunião do dia, nem sei bem o que lá vou fazer e a secretária já saiu, já não me pode dizer o que vou lá fazer, o que ando aqui a fazer, é capaz de ser a vida, é sempre a vida, não sei se já tinha dito, a reunião vai a meio e o telefone informa-me que tenho que ir ver o Sporting-Olhanense, era mesmo o que me apetecia, caramba, aos vinte minutos já estamos a encher dois, olha parece que empatámos, olha o Vukcevic marcou, ganhámos, ganhámos, ilumina-se o mundo, a vida é boa, que dia perfeito.

ATAQUE DOS DRAGÕES


BASTA

Já chega, não, minha gente?

Eu compreendo que a CJ ande ocupadita na sua vidita que isto de ser precária (as palavras são dela) é coisita para ocupar uma pessoinha;

Eu compreendo que a Mari Cármen tenha prendido o Santo numa qualquer cave castelhana que o miúdo é giro que se farta e além disso convém ter uma cunha de monta junto ao Céu;

Eu compreendo que o Visconde tenha tido uma apoplexia com a perspectiva de se encontrar a sós com a minha pessoa;

Eu compreendo que a Chefa esteja acometida com uma crise galopante de gripe 24 que lhe deu para a fadice do lar.

Eu compreendo que a Gaija ainda esteja em choc(apic) com as revelações que lhe fiz.

Eu compreendo isso tudo, mas está na hora de voltar ao batente, não?

Tadito do Shark que anda aqui a trabalhar que se desunha para o castelo manter os elevados níveis de qualidade (cof… cof… cof…) a que a freguesia se habituou.

Além disso, uma pessoa quer vir para aqui lamuriar-se que segunda-feira vai fazer oral mas quem é que vai fazer as piadas fáceis?

Acabou a silly season, minha gente! As aulas recomeçaram! O campeonato já começou e ninguém sequer se digna a vir expressar a tristeza nacional que se sentiu quando o Olhanense foi derrotado pelo Sporting nos últimos minutos!!!!!

UMA QUESTÃO DE CONSCIÊNCIA

No sábado, em incursão a um hipermercado (claro que não vou dizer que foi ao Continente que eu não faço publicidade gratuita), dei por mim às 4 da tarde a beber martini com hortelã. Confesso que não estava sozinha mas não vou dar a identidade da minha ilustre companhia sob pena de ser processada.
Ora, eu nunca tinha bebido martini com hortelã e acho que a tal da erva, afinal, faz toda a diferença. Pois tinha eu acabado de entrar em perfeita sintonia com a hortelã quando olho para o corredor central e vejo um catrapázio gigante que anunciava que todos os cereais de uma determinada marca tinham ...sperma. A parte das ... estava tapada por um carrinho de compras. Parei. Esperei, que eu sou mocinha paciente sobre o efeito da hortelã, até que o carrinho saisse da frente do gigantesco cartaz e fiquei a saber que todos os cereais de uma determinada marca contêm endosperma.

Posto isto, a única coisa que se me ocorre, é enviar uma carta à Maria (que assim de repente é a única que vejo a responder a dúvidas pertinentes de pessoas sob a influência da erva).

"Querida Maria, todas as manhãs como chocapic misturado com outros cereais cujo nome assim de repente não me lembro. Uma vez que, efectivamente, engulo os referidos cereais, será que posso engravidar?"

...Continuar a fugir

Caminhou ao longo do caminho de ferro com a firme intenção de ver onde a linha acabaria, sem destino marcado, sem um rumo definido para a sua passada.

Queria ver a linha acabada num ponto qualquer, um objectivo alucinado para um dia tão recheado de desnorte.
Era um filho da pouca sorte, como se sentia, e essa linha que percorria agora era uma estrada que o levava para fora da vida de que pretendia escapar e por isso decidira partir quando algo na sua cabeça quebrou.
A vontade que dele se apoderou no momento pior, quando o tempo lhe pareceu parar na derradeira estação ou seria o seu coração, não o sabia, e por isso virou as costas a tudo e deu início à caminhada ao longo de uma estrada que acreditava ter um fim.
O epílogo para uma ausência de dor assim, surpreendente, no final de um amor ardente que o consumira por dentro até lhe esgotar a força para resistir à desilusão, queimado um fusível de ligação à realidade que o atormentava a cada passo que dava sobre as vigas entre carris.

E foi por isso que quando o comboio apitou por detrás ele não quis...

Opções eleitorais portuguesas

Open for Business

Nestas ocasiões sinto-me como o gajo que abre a porta do estabelecimento, tarde e más horas, todo mal encarado e de vassoura na mão a amaldiçoar entre dentes o facto de ser segunda-feira e mais ninguém do staff (soa bem, não soa?) ter chegado a horas.


Bom dia, gente boa!

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MULHERZINHAS

MENINA

Que o mundo te acolha e seja brando contigo, menina.

Que os Homens te protejam e e te amem, menina.

Que o sol sempre te afague o rosto e te aqueça o coração, menina.

Que tenhas sempre tudo o que precisas e não o que queres, menina.

Que passes pela vida não sentindo a dor mas conhecendo-a, menina.

Para que possas chegar a uma fase madura da vida e sentir que viveste e sentiste sempre sem mágoa e sem rancor.

Que viveste sempre como aquilo que és hoje: pura inocente e apenas Menina quase Mulher!

Parabéns Xica!

SERENDIPITY

Ora se toda a gente amanda post(a)s acerca do(a) lucky leitor(a) 100.000, eu, rapariga opiniosa como sou, apesar de andar de biquinho calado, sinto que é chegada a hora de meter a colherada (salvo seja).

Toda a gente sabe que eu sou uma miúda sossegada (o que traduzido em cabronês, significa que a faço pela calada) e andava aqui sossegadita a coleccionar capicuas. Já tinha a 88088 que a Chefa tanto invejava. Deixámos ambas escapar o 88888 e suspirávamos pelo 99.999. Mas depois aquela que manda em todos nós decidiu lançar o tal do concurso e eu decidi que era arriscado perseguir o almejado prémio da capicua. Passei então a evitar a abertura do Cabra de Serviço. Porque ao fim ao cabo, toda a gente sabe que eu não sou gaija de andar aí a escrever posts a torto e a direito.

Ontem a meio da tarde, vejo que faltava menos de meia centena de visitas para o tal do 100.000. Ao fim da tarde, segui a minha rotina, fui buscar o Peixinho, brinquei no parque, fiz o jantar, jantámos e… E aí decidi ir ver se já tinha sido batida a meta estabelecida.

Toda a gente sabe que eu não sou miúda de sortes, que não sou… A minha alcunha a faculdade era CCC pela minha especial capacidade de atrair todo e qualquer Cão, Criancinha e/ou Cromo no raio 2 kms ao meu redor.

Talvez seja melhor abreviar porque isto não é algo de que eu me orgulhe, portanto…

Eu tinha o kpk e queria o 99999 para irritar a [olhos.jpg] mas como ‘só para mim anda o mundo concertado’, veio lá o tal do destino e em vez de irritar a teste1, sai-me a rifa do [ViscondeVilaConde.jpg]. O que traduzido em miúdos, significa que a sacana da taça ficou em casa. A bem dizer, em vez da ironia de abrir o Cabra e ver 100.000 no ecrã, eu merecia mesmo era a ironia de ganhar hoje o euromilhões (Não, Visconde, não é, definitivamente, a mesma coisa. Antes que comente…).

No entanto, toda a gente sabe que posts já eu faço amiúde e em indo jantar com o Senhor, arriscamos a não passar das entradas que o Senhor não é propriamente famoso pela sua extraordinária duração de bateria quando posto na presença das suas ‘irmãs’ e não inclui a sobremesa no jantar. Ora, eu não fumo cohibas antes da sobremesa.

Agora, eu tenho uma rifa premiada, e há que descalçar esta sandália de 10 cms que eu sou uma senhora e não janto de botas.

Alguém tem que levar o prémio (relembro que o prémio é o post no Cabra). Alguém tem que levar o castigo (é fazer as contas…).

What to do? What to do?

Ainda os Cem Mil

Gostaria de solicitar que não enviem mais "comprovativos" de "Visitante 100.000" para a minha caixa de e-mail. Os setenta e três e-mails que reivindicam esse estatuto e, naturalmente, sugerem datas para o respectivo jantar, asseguram já alguma animação às minhas noites até finais do ano.

Mais comunico que as manipulações grosseiras dos números do "site-meter" serão, obviamente, penalizadas, assim como as alusões a programas posteriores ao jantar (principalmente a senhora que informa que adbica do jantar para passar directamente à sobremesa).

Finalmente, mais informo que estou bastante tentado a eleger a senhora que me comunica que não é a visitante 100.000 mas, se fosse, prescindiria do prémio de jantar comigo, uma vez que me considera pedante e absolutamente desinteressante. Sempre gostei de mulheres clarividentes.

(Tereza, você que é, ao que me dizem, a Chefa, e que tem acesso à Verdade, ponha lá ordem nisto)

(Shark, antes que se prontifique, não, não preciso de ajuda)

Estou a tentar conter-me...

Se quem não se sente não é filho de boa gente o que devemos chamar ao Cavaco se ele não abrir a boca para esclarecer estas notícias?

Alvarez refere-se ao assunto - que prefere tratar via net porque "nem os homens do Presidente da República arriscam a falar por telefone" - como a possível bomba atómica, se a história for confirmada. Admitindo que tudo não passe de "paranóia dos do PR e do Lima", faz questão de frisar que "não deixa de ser grave que o PR pense isto e que ande a passar informação ao Público, manifestando grande vontade da história vir a público."


(já agora, uma pergunta - dado que o crime de ofensa à honra do Presidente da República é um crime público, se este assunto não for rapidamente esclarecido o Procurador Geral da República não terá, por obrigação, de abrir um inquérito? É que se ele não o fizer qualquer um de nós, na qualidade de cidadão, o pode pedir)


O bilhete premiado já cá canta.

A nossa visitante Cem Mil já me contactou para apalavrar aquela situação do jantar


TOOTSIE

Ao colocar na agenda os eventos que tenho marcados para os próximos tempos, só posso concluir (para grande pena da população masculina em geral e dos homens em particular) que estou a virar gaijo!!!!

Senão vejamos:

- GP2 SERIES + Campeonato do Mundo FIA-GT (GT1 e GT2)
- Despedida de solteiro
- Monólogos da Vagina

Acrescido a isso, temos ontem a discussão com o Peixinho ao jantar que decidiu informar-me qual o seu clube de futebol, o que obteve de mim 2 reacções:

- Arranjar argumentos de peso que não passassem pelo clássico: ‘o verde não fica bem a ninguém!’.
- Enviar o pikeno 15 dias ao cuidado do Shark para ver o que ele pode fazer pelo miúdo!

No entanto, tenho também a informar que a virar gaijo, sou gay. Desculpem. Temos muita pena, mas vou ser absolutamente gay! Como é que sei? Porque vi isto na minha pesquisa acerca de futebol para arranjar argumentos para enfiar na cabeça dura (a quem é que o sacana sairá?) do pirralho. E isto deixa-me plenamente convencida (para grande pena da população feminina em geral e das mulheres em particular) desse facto.

(Pepe Guardiola, treinador do Barcelona)

Publicidade institucional

Psst, ó Tóino, quanto é que dás pelo meu?

Dizem que o António Preto, candidato de Manuela Ferreira Leite na lista por Lisboa, anda para aí a comprar votos. Quem o diz não é o Louçã ou outro assim mas uma tal de Irene Lopes coleguinha de partido. A Irene pôs a boca no trombone e só não diz se o Preto anda a usar o dinheiro que tinha na tal mala ou se entretanto já arranjou uma outra mala qualquer, mas que o senhor anda a distribuir notas é uma certeza.


É, é. Garanto! A Sr.ª Dr.ª Manuela Ferreira Leite confirma e toda a gente sabe que a senhora pugna pela Verdade.
Duvidam de mim? Leiam as declarações da Senhora e digam se ela, muito adequadamente até, não o afirmou preto no branco.


Factos! Não meras hipóteses, mas factos! Ela só ainda não os conhece, mas duvidar não duvida.
Nem eu.

«Deixai vir a mim os pequeninos; NÃO OS IMPEÇAIS» (Lc 18,16)"

E eu, que não quero ser impecilho para ninguém, muito menos para os pequeninos, abri-lhes as portas. Como não vieram, fui procurá-los. Deu trabalho, que como se sabe os pequeninos são de tamanho reduzido e difíceis de encontrar a não ser que não tenham grandes por perto para lhes dar umas lapadas na cara e façam muito barulho.

Enfim, foi complicado, mas encontrei-os todos, muito sossegadinhos e organizados, na CNE. Não, esta CNE não é o Corpo Nacional de Escutas apesar de por aí também se encontrarem pequeninos, mas eu estava à procura de pequeninos que querem desatar nós e não de pequeninos que ainda estão a aprender como eles se fazem.
Assim, estava eu dizendo, fui ali à Comissão Nacional de Eleições saber por onde andavam os tais pequerruchos e encontrei-os lá a todos, misturados no meio dos grandes e com ar de pessoas crescidas. Um a um, para vos poupar a algazarra que a miúdagem faz quando se junta, vou trazê-los até aqui e começo por um dos meus preferidos, o Portugal pro Vida que até tem um blog e tudo e já me deu, as crianças são generosas, o título para este post.

O pro Vida, como qualquer puto que se preze, apresenta-se pela diferença e fica tão giro nas pontinhas dos pés e de dedo em riste a dizer a quem consegue ouvir-lhe a vozita infantil e engraçada:

Certíssimo e confirmadíssimo. O pro Vida não tem uma morada em Lisboa, o pro Vida é de Paredes e isso, acredito, muda tudo na política nacional.
Podia até dizer que estávamos conversados mas vou dar um bocadinho mais de tempo de antena ao catraio. É que parece que tem-lhe sido difícil escolher as frases para a campanha, os miúdos são assim, indecisos, e pediu a nossa ajuda. Ficam aqui, no Cabra, onde também gostamos da boa vida que é quase o mesmo que a vida boa do pro Vida, as opções possíveis. Pedia-vos o imenso favor de reflectirem nelas e de seguida irem lá, ao blog do pequenote, pôr uma cruzinha na vossa preferida. Eu aviso já que me vou bater para que ganhe a número 2.

ao votar, NÃO TRAIA A SUA CONSCIÊNCIA
na cabina de voto, DEUS VÊ-TE!
aborto não - APOIO À MATERNIDADE
DIREITO À VIDA, no princípio e no fim
«Deixai vir a mim os pequeninos; NÃO OS IMPEÇAIS» (Lc 18,16)
por um ESPÍRITO DE NOVIDADE
pela PAZ NA TERRA
pela ALEGRIA E ESPERANÇA
por uma CARIDADE NA VERDADE
pela VIDA HUMANA




Post em tempo real a partir de um quarto de hotel (II)

O casal do lado está em franca actividade sexual, aqui no quarto do lado. São do tipo exuberante, o que se torna bastante desagradável para quem não está no quarto do lado e, pior, se debate com uns números de futuros de Arabian Light que têm que ser devidamente torturados até amanhã de manhã.

Opto por ir jantar mas, hora e meia depois, regressado ao quarto, reparo, com uma pontinha de inveja, que a maratona se mantem e não dá sinais de ter perdido pujança.

Preparo as minhas coisas para ir trabalhar para o bar do hotel, afinal eu é que estou mal. A rebaldaria no quarto do lado parece esmorecer. Quando saio do quarto, abre-se também a porta do quarto do lado. Elas saem. Elas. Duas. Sorrio, isto explica muita coisa...

Post em tempo real a partir de um quarto de hotel (I)

A boazona que apresenta o resumo da Liga dos Campeões insiste em chamar Grafitti a Roberto Grafite, jogador do Wolfsburgo. Se fosse o António Tadeia ou o Rui Santos, eu era capaz de escrever aqui um post extremamente violento, e tal. Como é a gaja boazona, eu perdoo, magnânimo. Sou extremamente compreensivo em relação a boazonas, essa é que é essa...

Olh'à rifa premiada!

Dentro de muito pouco tempo, um dia?, atingiremos o número redondo das 100,000 visitas. Como cá na casa somos uns perdulários e gostamos de dar umas abébias a visita 100,000 fica desde já convidada para escrever aqui para o Cabra um post da sua autoria.


E também parece que o Senhor Visconde, o nosso relações públicas (isto sim, teria muito para se dizer...) residente se oferece para acompanhar a nossa visitante num jantar simpático. Se for um visitante talvez o leve à bola.

Pessoal, ponham os olhinhos no contador ali ao fundo à direita que o 100,000 está a chegar.

DIRTY DANCING


Eu já vou atrasada, eu sei, mas desculpem lá mas vai ter que ser. Vai ter que ser porque sou eu.

A Eu de hoje, adulta (tem dias), amante do cinema, que consegue discernir entre o que de bom e o de mau se faz (tem dias). E a Eu de ontem, a adolescente, que viu este filme quando tinha, mais ou menos a tua idade, Xica, mas era bem mais ingénua, bem mais criança do que tu és hoje.

E precisamente porque eu era a única adolescente é que tenho que ser eu a fazê-lo.

Porque corria o ano de 1987 quando o filme saiu o que significa que aqui deve ter surgido em 1988 (que eu ainda sou do tempo em que não havia cá estreias simultâneas) e em todas as rádios se ouvia a música do filme e todas as teenagers suspiraram com o filme (e posso escrever isto sem pensar que a SSV, a Elle e a Gaija vão ‘rain on my parade’!!!!) e com a frase: “Nobody puts Baby on a corner!” seguida da dança final (E não é que ao rever a cena final, noto que a mãe da Baby afinal é também a mãe da Gilmore? Noto aqui um certo padrão…).

Hoje, olhando estas cenas, acho piada.

Porque é que escrevo sobre isto? Porque, ontem, morreu o protagonista do filme. Patrick Swayze morreu aos 57 anos de cancro no pâncreas. O actor que nunca foi uma estrela, teve uma carreira estável e celebrizou-se com o filme Ghost, ao lado de Whoopi Goldberg.

Se era um grande actor? Na minha opinião, não. Mas era um ícone da minha juventude. Foi importante numa época da minha vida e dançava bem comó caraças! Por isso, tenho pena. Tenho mesmo muita pena.

NAS SUAS MÃOS

Aqui há uns dias, dei aqui um exemplo prático de uma coisinha que deixa uma mulher completamente em êxtase. Que a leva ao céu e mais além.

Como toda a gente sabe, eu sou amiguinha e gosto de deixar as pessoinhas felizes. Como tal, vou, desta feita, dar um exemplo de algo que deixa efectivamente uma mulher em estado efervescente. Eu diria até que é coisa para a fazer perder, irremediavelmente, a cabeça.

E como vou entrar em pormenores, talvez seja melhor recostarem-se, porem-se confortáveis, levem logo a garrafinha de água e descalcem os sapatitos.

O cenário é simples e despretensioso, como a maioria das coisas de bom gosto. Basta uma cadeira preta de massagem, nessa cadeira uma mulher deitada. A cabeça apoiada para trás. Por trás dela, uma inglesa gentilíssima, massaja-lhe o couro cabeludo com uma máscara qualquer para os cabelos.

Enquanto a cadeira massaja o pescoço, as costas e os glúteos, a inglesa pressiona os dedos na cabeça na medida certa. Não é uma carícia mas não é uma agressão: é a pressão correcta que conjugada com a cadeira, faz com que a mulher queira ali ficar para sempre de olhos fechados e a ouvir a música calma e baixa.

De repente, a jovem deitada na cadeira sente-se observada. Sente a pressão dos dedos na sua nuca a alterar. Abre os olhos e vê-o de pé ao lado da cadeira. Os olhos dele fixos nela. Vê-o a entreabrir a boca num sorriso e sente o estômago agitar-se.

Porque raio é que quando uma gaija decide tirar a hora de almoço para se enfiar no cabeleireiro de um SPA, aparece sempre alguém que sofre de diarreia verbal e acha que é uma excelente ideia falar com a gaija? Será que é assim tão difícil perceber que esses minutos são sagrados? Nós estamos deitadas de olhos fechados! Temos gaijas e/ou gaijos a massajar-nos! Não! Não precisamos de companhia! Não! Não queremos analisar a prestação da Manuela Ferreira Leite no Gato Fedorento! Se quiséssemos conversa tínhamos ido com algum amigo ou colega almoçar! Não estávamos deitadas com ar de deleite numa cadeira que nos faz felizes!!!!

Se querem ver uma mulher em ebulição é esperar que ela acabe de lavar o cabelo e lhe comecem a massajar o couro cabeludo e comecem a falar com ela! Talvez ela seja educada e não vos mande para a quinta pata do cavalo, mas por dentro acreditem que ela vos está a atirar com todas as asneiras de que se lembra e a engendrar formas de vos cortar o corpinho em 1000 pedaços e depois atirá-los ao mar!

O mundo como eu gostava que fosse.

Vi duas únicas entrevistas políticas neste tempo de campanha. As que o Ricardo Araújo Pereira fez ao Sócrates e à MFL. Não vi mais nada e tirando este esmiuçar dos Gato não tenciono perder um minuto que seja do meu tempo a ouvir trovas do vento que passa.

Grandes programas ideológicos? Debates de ideias? Promessas, montes de promessas? Valem o que valem, zerinho, depois do votito lá cantar.
Gosto de pormenores. Sempre gostei. Estou-me nas tintas para o ramo de flores no dia dos meus anos mas um molhe de couves quando estou a fazer cozido sabe-me pela vida.

Ontem, e hoje, dei-lhes o benefício da dúvida e fui espreitá-los. Um e outro estavam num programa de humor. Eles sabiam, tinham obrigação de saber, que ali o riso era quem mais mandava. Não foram capazes de rir. Não foram capazes de nos fazer rir. E isso não lhes perdoo. Pormenores.

E era fácil, tão fácil, terem apanhado o meu voto.

Cenário 1

Sócrates entrava no estúdio com dois gajos armados em gorilas e ameaçava o RAP que lhe batia logo ali se se atrevesse a dizer mal dele ou, na melhor das hipóteses, falava com o Balsemão e ele era despedido.
KO, Sócrates ganhava.

Sócrates levava um Magalhães para o RAP com a música do Santo Magalhães instalada.
KO, Sócrates ganhava.

Cenário 2

MFL deixava em casa o fatito de caqui a armar ao pingarelho, vestia um tailler da Chanel com camisa de laço e punha o ar mais tradicional possível. Na lapela levava um autocolante a dizer "Faque iu"
KO, MFL ganhava

MFL respondia ao RAP, quando ele lhe perguntou se podia ter um desconto no IRS por ser cliente habitual, que sim, claro, isso era simplex.
KO, MFL ganhava.

Eu, pelo menos, votava neles. E nos dois, se fosse possível. É que eu, tontice minha, prefiro a coragem à pose e até agora, tirando o maluco do João Jardim mas nesse já é a coragem dos tontos, ainda não vi ninguém que os tenha no sítio.

À atenção do Correio da Manhã

Acabei de ver, durante quase meia hora, a Dr.ª Manuela Ferreira Leite a querer comer o Ricardo Araújo Pereira.


O Benfica pode não ser uma nação mas a Nação parece o Benfica

O Movimento Mérito e Sociedade (MMS) sente-se discriminado pela comunicação social e, por esse motivo, vai apresentar esta terça-feira uma providência cautelar no Supremo Tribunal Administrativo, com o objectivo de suspender as eleições legislativas, marcadas para o próximo dia 27.

Post Scriptum

Espalhado pelo chão. Nas pedras frias de um soalho criado pela imaginação, em pedaços pequenos de mim, pedaços rasgados assim, com o cutelo da tristeza forjada em palavras de metal, aguçadas, palavras escritas com giz no piso gelado onde me encontro espalhado ou lá como se diz quando há partes de nós, fragmentos produzidos a sós, estendidos ao comprido no chão que dizem ser beijado quando o pisamos e alguém acha que somos merecedores.


Espalhado pelo céu. Nas nuvens húmidas de um tecto azul pintado num sonho meu, em retalhos de anjos da guarda, retalhos obtidos ao longo de uma madrugada sem sono, com o sopro de um vento sem rumo, suão, prenunciando temporais.

O mesmo que arrasta do chão as partículas do pó que serei, deixando as palavras que publiquei e pouco ou nada mais.

Agora percebo-o, meu caro...

Cruzes!!!

(Desculpem interromper a sessão, mas acho que vi o Manuel Monteiro na televisão!
Digam-me que estou com alucinações...)

SEX DRIVE

Acabadinha de estar 2 horas a esmiuçar (acho que a palavra anda na moda, não é, Chefa?) o cérebro em busca de todo o meu extenso conhecimento sobre coacção moral e estado de necessidade (que visto assim até parece o inicio de uma belíssima carreira criminosa. Alinhas, CJ?) e tudo o que os menores não podem fazer (não, Santo, não encontrei nada que dissesse que não podiam fazer isso. Nem mesmo no direito canónico), pouso a minha belíssima caneta amarela canário (Não, Visconde, não é Montblanc), dirijo-me ao Alfredo enquanto penso, tu não vais fazer o mesmo que o Gaijito fez ao colega da escola até porque não tens bolos aqui e a tinta para as canetas de tinta permanente está cara (e além disso, não é bonito, pois não, Gaija?). Entrego o teste e ele faz aquele sorriso entre Joker e Diácono Remédios e Mr. Bean que me faz sempre querer esbofeteá-lo até o cérebro lhe sair pela nuca, gota a gota (e isto é porque eu sou boazinha) e diz-me:

“Então boa sorte.”

Faço o sorriso 35, conseguindo – a custo, é certo – conter o vómito e estou quase na porta quando…

“Espere. Só para lhe dizer que as orais são dia 28. Boa sorte!”

E, assim, resta-me apenas um pedido. Um pedido pungente, sentido, amargurado: Shark, se eu tiver que ir dia 28, não me dês sexo nesse dia. A simples ideia de ‘sexo’ e ‘qualquer coisa remota que possa eventualmente lembrar-me o Fred’ é coisinha para me causar náusea paralisante e dava-me mesmo, mesmo, mesmo muito jeitinho fazer a cadeira!!!!

Vá de retro Satanás?

Parece que a ASAE fechou o refeitório da Santa Casa da Misericórdia de Faro, a "sopa dos pobres" como diz a notícia como se hoje em dia não fossemos todos pobres, por ter encontrado umas baratas mortas. O senhor provedor já explicou, e é óbvio que eu acredito, que a bicheza só estava ali porque na véspera, exactamente na véspera, um dia antes estão a ver?, tinham feito uma desbaratização e as baratas, que não são como os elefantes e vão morrer longe, esticaram o pernil mesmo ali no meio da cozinha. Mais explicações? Estão lá, na porta fechada - «Atenção, lamentamos informar que por encerramento da ASAE, este refeitório social não tem possibilidade de servir refeições durante um período indeterminado.».

Nem mais. O problema não foi a sujidade ou a população residente de baratas, o problema foi a ASAE, aqueles gajos feios e maus que, ainda segundo as palavras do provedor, não põem as pessoas em primeiro lugar.

Não sei como é com vocês mas eu estou um bocadito para o farta de ouvir dizer mal da ASAE. É que não é por nada, mas de repente as casas de banho dos locais públicos deixaram de ser uma extensão do esgoto mais próximo para parecerem casas de banho e só isso já seria o suficiente para eu agradecer efusivamente aos senhores que me pouparam perigosas subidas da tensão arterial cada vez que as minhas filhas, mal saidas de casa, se torciam num xixi urgente. Mas vamos lá, nem toda a gente pode querer viver sob a tirania do algodão e até eu gosto, porque gosto, daquelas bifanas que eram feitas em frigideiras que não viam água desde que pela primeira vez foram postas em cima do fogão e que a ASAE agora teima que devem ser lavadas. Portanto, para agradar a todos, tenho uma sugestão para a próxima legislatura. Uma alteração, pequenina, na lei. Um artigo qualquer, com uma alínea qualquer, que permita pedidos de escusa. Quem não quiser a ASAE a bisbilhotar os cantos é só meter o papelinho que é simplex (espera-se! ou melhor, eu espero...).
Mas, pensavam que não ia haver um "mas"?, quem quiser festa será obrigado a colocar, no exterior do estabelecimento e em local bem visível, um letreiro qualquer a dizer mais ou menos isto - "Atenção, aqui pomos as pessoas em primeiro lugar e a ASAE não entra".
E isto era o artigo. Na alínea, que até podia ser parágrafo, deveria também ficar previsto que o SNS não comparticiparia quaisquer despesas de saúde que estivessem directamente relacionadas com a frequência de ZLA's (zonas livres de ASAE, como se percebe bem...). As companhias de seguros não precisariam de alínea alguma, ou parágrafo, que elas sabem muito bem o que fazer com os trocos delas.

Pronto. Questão resolvida.
E, se me quiserem convidar para jantar, irei de bom grado, com letreiro ou sem letreiro, ao "Zé Manel dos Ossos" ou a mais umas tascas que deviam ser património nacional mas, de resto, eu já disse que gosto de cozinhar e sou muito caseira, não já? É que ou há ASAE ou não me apanham de lista na mão a encomendar costeletas de borrego com alecrim..

História extremamente triste

Desloco-me à farmácia para comprar uns comprimidos que fossem bons para resolver uma tremenda dor de cabeça.

Ao meu lado, uma jovem e bela rapariga pede uma embalagem de creme lubrificante.

O mundo é extremamente injusto.

UM DIA DE CÃO

08.00: Acordo no sofá pequeno onde adormeci de madrugada com o Menezes Cordeiro e o Mota Pinto.

08.05: Concluo que já não tenho idade para adormecer no sofá pequeno e o corpo dorido lembra-me isso a cada 2 segundos.

08.10: Peixinho irrompe sala adentro e reclama o seu pequeno-almoço. Com idade ou sem idade saio do sofá.

08.20: Concluo que de nada me serviu dormir com o Menezes Cordeiro e com o Mota Pinto num estranho ménage à 3, uma vez que não me lembro mesmo nada da matéria de TGDC.

08.30: A água quente do chuveiro ajudou as dores de corpo. Enquanto houve água quente, claro, porque como é óbvio o Peixinho achou que quando eu estava no duche era a altura ideal de ir ‘no banheiro’ e o gaijo até está educadinho e tudo e por muito que eu lhe gritasse: “Não te atrevas a puxar o autoclismo!”, ele respondeu-me: “Mas mamã, tá xujo!!!” e trunchas!

08.40: O café está normal e eu agradeço ao divino essa dádiva!

08.50: “Mãe puque tenho que ir pá escoua?” (a sério, hoje? O gaijo que adora ir para a escola decide que hoje não quer? Hoje?) “Porque sim!” “Puque xim não é bom” (A sério, eu tenho que deixar de falar com ele como uma pessoa… Inspirar, expirar 3 vezes) “Porque estão lá os teus amigos e tu gostas de brincar com os teus amigos… Eu vou buscar-te antes da sesta, boa?” “Tá bem”.

09.00: Filho entregue. E que tal ir ver quanto é a mensalidade este ano para pagar? Já vos disse que tenho ideias de cócó, não já?

09.05: “Mas é que deves estar a gozar com a minha carinha linda!!!! Como é que eu passo a ter IRS de mãe solteira e duplico a mensalidade???????” “Porque são só 2!” (Respira, Mente Maria, respira… Esta senhora querida de quem gostas muito não te está a dizer que vais passar a pagar € 300 euros de mensalidade. Ela não está. Tu dormiste mal. Tás a ouvir mal e a não respirar. Todos nós sabemos que se deve respirar senão o cérebro fica sem oxigénio. É do conhecimento geral…) “Ok, Senhora da Secretaria, explique-me como se eu fosse realmente muito burra, como é que eu tenho rendimentos para pagar esse escalão. Mas mesmo muito devagarinho…” “Vamos ver o processo… Você tem este rendimento liquido…” “Não, eu gostava de ter mas não tenho…” “Mas está no IRS.” “Não pode estar porque não é verdade. Eu gostava que fosse, mas não é…” “Vamos fazer as contas…” (man, estou fechada no gabinete do Guterres!!!!) “Ah… Houve um engano. Somaram a sua despesa da casa em vez de subtrairem. Vou refazer os cálculos.” (começo a sentir o O2 a chegar à veia cava…) “Pois, só aumenta 60. Mais as actividades… Não pagues já que nós vamos reunir com a Segurança Social e tentar voltar atrás. Isto é muito injusto porque sabemos que há pessoas que pagam uma mixaria por causa do IRS mas que recebem tudo por fora. Agora quem está tramado é quem tem que declarar tudo. É o país que temos…” Sim, é o país que temos… Um país fantástico em que as mães saem dos gabinetes das creches em prantos (foi o caso da senhora antes de mim) porque não sabem onde vão arranjar dinheiro para pagar as mensalidades. Um país que pouco se rala quer com as crianças quer com os idosos. Um país que tem os dois maiores candidatos ao Governo em debate e não falam da reforma da Segurança Social porque é quase tema tabu. Um país que investe não sei quantos milhões em placares para sabermos quanto custa a gasolina nas próximas 4 estações de serviço e para onde ninguém olha mas que não investe em educação gratuita de qualidade para as crianças. Mais vale investir em relógios de ponto que funcionem com impressões digitais… Saio do gabinete. Sorriso na cara. No cérebro: (&(%#&/$$#/%&%#%(/Q&$Q/&)(%”&… I think you get the picture…

09.30: CTT. 4 contas para pagar. Sorriso na cara. No cérebro: (&(%#&/$$#/%&%#%(/Q&$Q/&)(%”&…

10.00: Sento-me a estudar. Começo a achar que mais valia ir dormir qualquer coisinha que eu tenho a certezinha mais que absoluta que o Alfredo logo à noite se vai esmerar e nem que eu me dispa e me pinte de azul e ouro, eu vou fazer esta cadeira.

10.20: Loira liga. “Sabes que a faculdade aumentou?” “Para bem da nação, espero que isso signifique que ampliaram as instalações…” “Achas? Aumentaram a mensalidade!!!” Já não consigo mais sorrir hoje. Resta-me a actividade cerebral: (&(%#&/$$#/%&%#%(/Q&$Q/&)(%”&…

11.00: Estou aqui indecisa se estudo mais um bocadito ou inicio uma vida rentável no crime e ainda nem é meio-dia.

Shark: há esperança?


Ainda sobre aquilo da moral sexual das Islandesas

Eu conhecia a parte teórica, afinal sempre fui um estudioso da matéria. Sabia que os "Vikings" passavam muito tempo fora, lá nas conquistas, aquilo eram anos seguidos a arrasar quem se lhes atravessava à frente. As mulheres dos "vikings" ficavam em casa, a tomar conta de tudo e lá se íam entretendo com os que não partiam à conquista. Os "vikings" chegavam, estafados de mais uma temporada a aviar em meia Europa e, em chegando a casa, deparavam-se com uns quantos "vikingzinhos" que tinham nascido entretanto. Aqueles barbudos, espada à cintura, em vez de se abespinharem com a situação e desatarem ali a fazer um escândalo, aceitavam a situação e tudo se resolvia a bem.

Esta amena confraternização entre as Islandesas e os malandrecos que se escapavam a embarcar foi-se entranhando na sua informação genética e é por isso que, às vezes, nunca é connosco, estas coisas são sempre com um amigo de uma prima nossa, às vezes, dizia eu, chegam-nos notícias de umas Islandesas no Algarve, e tal, a situação desenvolve-se, a coisa segue de acordo com um padrão definido, enfim, creio de que sabem do que estou a falar, não se terá passado convosco (Shark, meu caro, isto não se refere a si), mas a verdade é que todos já ouvimos uma boa história sobre a moral sexual das Islandesas.

A diferença, a grande diferença, é quando a história não se passou com um amigo de uma prima minha. E isso, parecendo que não, faz toda a diferença.

Chefa: há esperança!

Santo, tenho cá para mim que isto é contigo.

PS quer pôr fim às filas na porta do centro de emprego.

O debate entre quem? Pfffft...

Isto sim, é notícia!

A reposição do filme clássico de Steve McQueen "Le Mans", com a participação de Brad Pitt, Al Pacino e Penélope Cruz, vai ser rodada em Portugal, a partir de Agosto do próximo ano.

Tal como dantes

Sinto-o mais ou menos como um regresso ao passado.
Eu, praticamente da altura deles, só rapazes, tal como dantes. Afinal, nem sei bem quantos vieram… seis, o sétimo chega mais tarde. As conversas deles são as minhas, fazem questão de não me colocar de lado, de me fazer sentir mais um.
Tal como dantes, é dia de festa. Esta não tem, é certo, o encanto e o bulício das outras. Não foi preciso tirar as toalhas enormes do armário, todas as louças e mais alguma, as mesas e as cadeiras do sótão. Não acendemos o fogareiro e ainda não tiramos fotografias. Não há caldo verde nem bolo de aniversário.
Lembrei-me de ti todo o dia, como todos os dias, e daquela fotografia em que ficamos iluminados apenas pela luz das tuas velas, que, pois não, não vamos soprar. Mas estamos felizes e gostamos sinceramente uns dos outros, o que já constitui um excelente motivo para festejar.
Eu e ele recordamo-nos de ti e desejamos-te um feliz aniversário onde quer que estejas, tal como dantes!

Em poucas palavras

Um amor sem desejo é mais ou menos como um beijo daqueles que sopramos da mão.



Arte com pendor(icalho) humano

Desanuviamos?

Até ontem, desconhecia em absoluto o conceito de "Moral Sexual de uma Islandesa".

Até ontem.

Chove(m Lágrimas) em Santiago e em Nova Iorque Também

Este é um dia que está marcado de forma indelével com a marca terrível de efemérides que ninguém gostaria de lhe associar. Exceptuando talvez os bandalhos que o mancharam de sangue e de nojo com os seus actos de pura cobardia e os imbecis que possam encontrar alguma espécie de vitória nos acontecimentos que, em anos diferentes mas com consequências directas sobre a vida de milhares de pessoas e indirectas sobre a de todos nós quantos povoamos este desgraçado planeta, associaram a uma folha do calendário memórias das mais tristes que o mundo produziu.

Se juntarmos os milhares de cidadãos chilenos mortos e desaparecidos depois do dia em que as tropas assassinas de Augusto Pinochet chacinaram um Governo democraticamente eleito a todos quantos perderam a vida pela liberdade no La Moneda nesse dia fatídico de 1973, o ataque terrorista às torres gémeas de Nova Iorque bate-se quase de igual para igual no número de vítimas.
E não se mede o horror com critérios estatísticos, tal como não se lhe avaliam dessa forma as consequências, embora a História acabe por definir as prioridades em função das conclusões que só o tempo permite aquilatar com alguma pertinência.
Certo é o bizarro paralelo entre o massacre chileno de pessoas que lutavam, à esquerda como podia ser à direita, basicamente pelos mesmos valores que outros canalhas tentaram destruir em 2001.
Em ambos os casos, com diferentes personagens, estavam em causa valores que são gratos a boa parte da população mundial e que a violência de fanáticos tentou destruir sem sucesso aparente.

Lamento de igual forma o preço pago pelos chilenos como o suportado pelos americanos nos seus 11 de Setembro, embora não possa deixar de lamentar também o custo que os dois acontecimentos podem acarretar na evolução (termo paradoxal neste contexto) da Humanidade de que todos fazemos parte, mesmo para os bandidos que se escondem como vermes para fugirem à punição pelo seu acto hediondo no World Trade Center e os que já não respiram o ar que poluíram com a sua passagem pela existência.
Em nenhum dos casos a História será branda na avaliação da indignidade e os seus nomes serão recordados apenas como maus exemplos, como aberrações que rejeitamos quase em uníssono pelo impacto negativo das suas acções.

Pouco me interessa agora apontar os culpados “por detrás” de tudo quanto aconteceu, os alegados responsáveis (os pretextos) que servem de (fraca) justificação para a barbárie apenas na (in)consciência dos que não sabem (ou fazem de conta) a distinção entre o Bem e o Mal.

Interessa-me, isso sim, amaldiçoar todos quantos nos dois 11 de Setembro atentaram contra os pilares da sociedade de que faço parte e colocaram em causa o futuro da minha filha que eu desejaria fosse vivido num mundo livre de medos, de imagens aterradoras e nunca com esperança cada vez mais reduzida naquilo a que pomposamente gostamos de chamar natureza humana.